Um pouco sobre a história das favelas no Brasil

Não é comum hoje em dia ao abordarmos o tema sobre favelas (Sim, se chama de FA-VE-LA mesmo), escutarmos vários apontamentos negativos referentes a violência, insegurança, desemprego, falta de oportunidade e principalmente o contraste social. De fato as favelas nasceram oriundas de um êxodo na busca por oportunidades nas grandes cidades. Mas você sabe como tudo isso começou?

A violência e a desigualdade vivida nas favelas podem ser explicadas por um processo estruturado em nossa sociedade. Temos que, desde a abolição da escravatura em 1888, há uma segregação racial e geográfica em nosso país, onde os negros foram separados da população não negra, pois não tendo pra onde ir após serem “libertos da escravidão” fizeram suas moradias perto das chamadas “zonas de risco”. Então, essa visão da favela como um lugar violento e pobre, vem de um preconceito já enraizado na nossa sociedade, visto que a origem das favelas vem da saída dos negros da senzala para ocupar as primeiras comunidades.

A favela e toda sua potência econômica

Favelas têm potencial de consumo de R$ 119 bilhões por ano

De acordo com estudo realizado pelo Instituto Locomotiva, “pessoas criam oportunidades inovadoras para lidar com a necessidade”

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE) coletados no Censo de 2010, existem mais de 6,3 mil favelas em todo país, localizadas em 323 dos 5.565 municípios brasileiros. Porém, segundo dados de pesquisas realizadas através de entidades que atuam na linha de frente nessas regiões, esse número se aproxima de quase 7 mil comunidades em todo Brasil. Apesar de serem fortemente associadas com a pobreza, miséria, fome e desemprego, as favelas têm um potencial enorme que é pouco explorado e, quando geralmente é explorado, é apenas para o interesse das grandes classes e não beneficia em nada a população que moram nessas regiões.

Só pra termos uma noção sobre esse potencial, segundo uma pesquisa realizada pela Outdoor Social, comparando respostas de 2020 e 2021, o potencial de consumo das dez maiores favelas do Brasil chega ser maior que R$ 7 bilhões de reais, O levantamento leva em conta as categorias como alimentação no domicílio, artigos de limpeza, calçados, eletrodomésticos e equipamentos, medicamentos, higiene e cuidados pessoais, material de construção, matrículas, ou seja, consumo cotidiano. Essas favelas fazem parte do G10 Favelas que justamente tem como missão demonstrar todo esse potencial através do empreendedorismo e transformação social digna.

Atualmente, se fosse possível unificar as favelas em todo país, seria criado o 5° estado mais rico da federação, e muito disso é que apesar do grande número de desempregados nessas regiões, também existe um espirito empreendedor que se desenvolve em meio as adversidades. São mais de 289 mil empreendimentos e comércios registrados nas mais de 6 mil comunidades.

Quem ficou desempregado durante a pandemia empreendeu.

(Revista Exame em 30/04/21)

Todo esse potencial, econômico, financeiro e geográfico da favela é usado pelos moradores das comunidades como uma forma de contornar os problemas sociais, como desigualdade, desemprego e violência. Neste ponto, o empreendedorismo surge como uma maneira de ajudar os moradores e a sociedade financeiramente, na verdade o que podemos chamar de Economia Solidária é o que movimenta as favelas atualmente. A Economia Solidária, que surge na favela, vem do movimento de empreendedorismo social e compartilhamento. Podemos explicar isso com acontecimentos diários, desde a “tia” que vende cachorro-quente na esquina e consegue sustentar sua família com essa renda ou aquela pessoa que faz um trabalho de pedreiro para ajudar a vizinha e receber uma ajudinha extra nas contas de casa. Até aquele pacote de açúcar doado para alguém da comunidade que está mais necessitado. A periferia vive de economia solidária e é isso que faz com que a favela seja mais do que um aglomerado de pessoas, outrossim uma pequena cidade que tem potencial enorme de crescimento e desenvolvimento.

E qual o futuro das favelas no Brasil?

Atualmente com o impacto que a pandemia 2020/2021 causou nas comunidades, temos diversas organizações com o enfrentamento direto no combate a desigualdade e a carência dentro das favelas. Trabalhando com seriedade na busca por igualdade e dignidade para os moradores. São projetos como o da CUFA e da Gerando Falcões e o G10 Favelas que tem cada vez mais ganhado força no combate a pobreza e a fome e trazendo players gigantes para essa luta e derrubado essa fronteira que foi criada durante muitas décadas entre as favela e o asfalto.

O futuro da favela é digital!

A perspectiva de muitos é de que a digitalização ainda não chegou na favela, mas a verdade é que essas barreiras e preconceitos também foram digitalizados, então hoje um morador de favela possui limitações até mesmo no digital, transformando as favelas em zonas cinzentas para diversas soluções, serviços e produtos.

O que é comum para muitos, é uma experiência desconhecida para outros. Até mesmo em uma simples compra online, onde vemos propagandas de entregas em até 1 hora, entrega no dia seguinte. Isso é uma realidade desconhecida nas favelas. Onde os moradores quase sempre precisam se indispor com altos valores de frete, prazos exorbitantes ou até mesmo a mensagem comum de “Entrega indisponível para esse CEP”, ou quando consegue comprar, precisa ir até uma agência dos Correios, enfrentar longas filas para retirar suas compras.

E se fosse possível oferecer oportunidade e mudar essa realidade?

Foi com essa pergunta que criamos a naPorta, pra levar transformação digital para as favelas, oferecendo uma experiência de entrega “Prime” e conectando as favelas ao mundo digital. Conectando desde vendedores, consumidores e comerciantes locais. Oferecendo a oportunidade de moradores das participarem dessa transformação, gerando renda, qualidade de vida e acima de tudo dignidade. Não somos apenas mais uma logtech.

Nosso propósito vai muito além das entregas, nosso sonho vai muito além das favelas, nossa missão é ir sempre além.

Com a entrega onde ela tem que ser: naPorta

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Fontes: Outdoor Social 2021, Revista Exame Abril 2021, Revista do PET Economia, IBGE 2010

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